sábado, 15 de maio de 2010

Pavilhão do Japão, Expo ’92 1989 -1992, Sevilha (Espanha)


O pavilhão do Japão foi planejado para apresentar aos visitantes a estética tradicional do Japão - que venera a simplicidade sem adornos. A intenção foi evocar a cultura tradicional de edificações do Japão,ao mesmo tempo utilizando na construção asa mais avançadas tecnologias, assim como materiais de todo o mundo. Com um frontispício de 60m de comprimento, uma profundidade de 40m de altura máxima de 25m foi uma das maiores estruturas de madeira do mundo. O prédio tinha quatro níveis. Eram visíveis na parte superior, no quarto andar, as construções de sua estruturas, feitas de vigas e pilares de madeira laminada , cujas silhuetas se viam contra o telhado de tecido coberto de teflon. O exterior da construção exibia a sori - a curvatura de suas grandes paredes, revestidas de tabuas laminadas. Os visitastes subiam por uma ponte arqueada para chegar a uma ampla abertura de entrada. Desse ponto, adentravam nos espaços de exposições começavam a descer um longo caminho através do prédio .


Fonte- Tadao Ando Masao Furuyama

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Museu de madeira 1991-1994, Mikata-gun

O museu de madeira localiza-se na extremidade noroeste da província de Hyogo, onde o Japão tem uma área de floresta densa e no inverno neva intensamente. Nos últimos dez anos, essa área tem sido destruída por desenvolvimentistas para a construção de atrações para a industria de lazer. Para reconhecermos a importância de preservar nossas matas e florestas, será essencial aprendermos a historia e as tradições de sua cultura. O museu em forma de anel tem 46m de diâmetro, está envolvido em verde num denso ambiente florestal. No centro do prédio há um vão circular de 22 m de diâmetro aberto em cima e com uma piscina embaixo- uma espécie de ponto de encontro do céu e da água. Os visitantes aproximam-se da construção por um caminho inclinado, que foi criado utilizando-se o declive natural do terreno. Dentro, colunas laminadas e vigas feitas de cedro de Hyogo sustentam o teto de 16 m acima: abaixo, escadas, terraços e encostas suaves proporcionam uma sequência tridimensional rica para apreciar os artefatos de madeira expostas.

Fonte- Tadao Ando Masao Furuyama

Museu Suntory

O Museu Suntory, em Osaka é um dos melhores projectos do arquitecto japonês Tadao Ando. Ele explora as relações entre o homem, água e arquitetura, um tema muito importante para ele.
O museu foi fundado em 03 de novembro de 1994, com o apoio da Suntory, um produtor japonês de bebidas alcoólicas. O complexo cultural contém uma galeria de arte e design, um cinema IMAX 3D, uma série de lojas e um restaurante. Cada um desses elementos é posicionado no que diz respeito às águas da Baía de Osaka e do ambiente natural. O museu se estende em direção ao mar ao longo de uma praça que fica a 300 metros de comprimento e 120 metros de profundidade.
O espaço de exposição é dividida em duas partes. Uma parte tem um plano aberto para hospedagem exibe temporária. O outro tem bem definido mais espaços para as obras da coleção permanente. Esta parte, conhecida como a Galeria, possui uma coleção de mais de quinze mil obras de artistas como Toulouse-Lautrec, Mucha, e Cassandre.
Moleskine produziu duas versões personalizadas do seu notebook lendário para o Museu Suntory, um vermelho e outro preto.
A tampa é gravada com uma reprodução do edifício arquitectónico de especial forma, enquanto o interior tem o logotipo do museu em letras de ouro.
Este objeto exclusivo foi apresentado pela primeira vez por ocasião do museu Picasso exibem o. Além de ser um presente para os membros do museu, também está disponível no Museu Suntory Shop.

Fonte-http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.moleskine.com/custom_editions/stories/art/suntory_museum.php&ei=nHvqS7nvOYyzuAfJ-M2oCw&sa=X&oi=translate&ct=result&resnum=7&ved=0CDoQ7gEwBjgK&prev=/search%3Fq%3DMuseu%2BSuntory,%2BOsaka%26start%3D10%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Museu Suntory 1991-1994, Osaka


Por meio deste projeto, que tenta unir a Plaza de um museu do litoral com uma Plaza que desce até a zona portuária, Ando procurou introduzir a familiaridade com a água na vida diária. Cinco pilares monumentais estão dispostos margeando a água e são repetidos no quebra-mar a 70m da praia – não somente expressando uma vontade do arquiteto,mas também para reforçar um senso de continuidade entre Plaza e o oceano. A construção inclui um grande volume em forma te tambor ou cone invertido (40m de diâmetro no topo ) que PE penetrado por dois volumes retangulares. O volume em forma de tambor contem uma espessura de 32 m de diâmetro que aloja um teatro IMAX.
Fonte-Fonte- versão Tadao Ando Masao Furuyama

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Tadao Ando e a Igreja da Luz

Contrapondo-se às tendências dominantes da arquitetura contemporânea japonesa, baseada na agressividade das formas e no exibicionismo da alta tecnologia, Tadao Ando se distingue ao pretender reinterpretar a concepção dos espaços tradicionais japoneses mediante a utilização da linguagem formal da arquitetura moderna. No entanto, diferentemente desta concepção, que imbui um forte sentido universalizador e transcendental à obra arquitetônica, Tadao Ando estabelece uma espécie de contextualismo não literal entre arquitetura e ambiente: ao mesmo tempo em que a obra é auto-referente, instaura relações sutis e peculiares com o entorno, como a adaptação à topografia e o aproveitamento das melhores vistas.
A concepção arquitetônica de Tadao Anda elucida, de modo legítimo e consistente, aproximações entre o pensamento minimalista e o fenomenológico (10). Geometria, luz natural e natureza configuram-se como recursos plásticos básicos e essenciais para se alcançar uma expressão arquitetônica que se destaca pela elevada carga de materialidade e que explora, da maneira mais pura, a sensitividade humana ante a experiência espacial suscitada pela obra arquitetônica. O arquiteto atinge esta síntese minimalista fenomenológica com simplicidade e singeleza no projeto da Igreja da Luz (1989) em Osaka .
A volumetria, essencialmente básica, se constitui por uma pequena caixa em concreto aparente atravessada diagonalmente por uma parede que divide a entrada da área da capela . À maneira da arquitetura tradicional japonesa, baseada em jogos de luz natural e de sombras filtradas, Ando insere uma abertura cruciforme na parede do altar, permitindo a entrada da luz natural no ambiente. Com o transcurso do Sol, a luz se projeta no piso e nas paredes da igreja, provocando um impactante efeito visual.
A partir de um gesto simples porém emblemático, que consiste na entrada da luz no interior da igreja contrapondo-se à austeridade das tradições religiosas e à frieza do concreto aparente, Ando realiza o objetivo norteador de uma concepção essencialmente minimalista: alcança um grande impacto sensorial utilizando um mínimo de meios.

Fonte-http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/08.088/208

Azuma House (1976, Osaka, Japão)

Num denso, núcleo urbano da linha Osaka-houses, Ando inserido um simples residência concreto estreito rectangular. Com espaços de acompanhamento de um pátio interior, há uma tentativa de devolver o "contato com a luz, ar, chuva e outros elementos naturais" para os japoneses, estilo de vida. "Além de fornecer luz e servindo como ponto focal da vida familiar, o Tribunal de pequeno porte é uma entidade espacial que tenta compensar o reduzido espaço físico". Ele tenta restabelecer um modelo tradicional com um vocabulário moderno.

Detalhes:

Casa Koshino(1979-1981 1983-1984, Ashiya, Japão)


Tadao Ando passou a ser conhecido no Japão a partir de 1976, após a conclusão de sua Row House no bairro de Sumiyoshi, em Osaka. O rigor inflexível desta reinterpretação da tradicional casa de madeira inserida numa plataforma é a chave para toda a sua obra posterior. Descrevendo suas casas como “bastiões de resistência”, contra a destruição da cultura local pelo consumismo ocidental, Ando considerava-as como uma ferramenta para ajudar sues moradores a redescobrir a tradicional relação direta com a natureza. Na Row House, a fachada da rua é um retângulo de concreto liso, interrompido apenas por um pequeno recesso com iluminação zenital, que dá acesso ao primeiro dos dois cubos que contem os cômodos e são separados por um pátio aberto, o qual, por sua vez, é atravessado por uma passarela descoberta estrita que liga os andares superiores. Quaisquer que sejam as condições climáticas, os moradores têm que ir para forra para passar de um ambiente para outro.
Encravada no terreno, a casa de fim de semana do estilista de moda Koshino, tem acesso pelo nível superior. Descemos para sala de estar de pé-direito duplo, ao lado da qual esta a cozinha/ sala de jantar, localizada sob o quarto principal. Uma sequência de seis quartos para crianças e dois quartos para hospedes equipados com o tradicional tatame ocupam uma ala paralela ao longo de um corredor comprido formado por uma parede externa e outra interna. Comparada com a planta tortuosa d uma casa no tradicional estilo Shoin, como a Vila Katsura, a Casa Koshino parece relativamente compacta mas, assim como m jardim japonês, está estruturada em torno daquilo que Ando denomina “locações cênicas”, planejadas para aumentar a consciência da natureza. O terraço e os degraus de concreto, por exemplo, são uma reinterpretação do tradicional Kare sansui ou “jardim seco” de pedrinhas, que celebra os prazeres contrastantes do sol e da chuva, enquanto as duas grandes aberturas na sala de estar proporcionam uma vista para o terreno em declive, pra as arvores e para as colinas distantes como em uma casa japonesa tradicional, as janelas são baixas , convidando a imaginação a contemplar a cena.
Embora criticasse o consumo ocidental e estivesse determinado a dar nova vida aos idéias caracteristicamente japoneses, Ando foi profundamente influenciado pelo modernismo; toda a sal obra é arcada pelo esforço de reconciliar modernidade e reedição. O carpete, por exemplo, reflete a cor tradicional das esteiras do tatame, mas o controle modular dos espaços- originalmente, o, os cômodos japoneses eram identificados pelo numero de esteiras - é atribuído ás marcas deixadas pela malha das formas do concreto, cujas dimensões são semelhantes as dos tatames. A qualidade do concreto é extraordinária, feito com uma areia azul acinzentada, parece quase tão insubstancial quanto os painéis de papel, graças ao efeito da luz do sol que entra por uma fresta envidraçada continua existente entre a cobertura e a parede uma faixa inclinada de sol move-se lentamente pela parede da extremidade leste e, depois, dissolve a parede voltada para o norte transformando-a em um levíssimo painel.
Em 1983 Ando foi chamado para acrescentar um atelier. Concebido como uma construção subterrânea ao norte da sala de estar, sua parede de contenção, em planta, tem o formado de uma estreita fresta horizontal: as complexas curvas da luz e sombra que se interceptam, formam um contraponto perfeito para o mundo ortogonal da casa original. O anexo consegue produzir o efeito raro de fazer o todo parecer mais completo. A Casa Koshino teve um impacto internacional e a obra de Ando provou ser amplamente influente embora esteja frequentemente ligada a renovação do interesse pela arte minimalista, a casa é mais bem compreendida no contexto das formas arquetípicas do templos shinto e da estética comedida do Zen Budismo.


Fonte- Plantas, cortes e elevacoes : edificios-chave do seculo XX
---
 

Tadao Ando - Igreja da Luz Copyright © 2009 Designed by CLO's Dizain | Sponsored by: Website Templates | Premium Wordpress Themes. Distributed by: blog template